Sobre Comunicação, alternativas e desenvolvimento na Amazônia

Por Jéssica Botelho, do Lab F5

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Em se tratando de Amazônia o discurso comunicacional atual ainda é impregnado do imaginário dos primeiros viajantes europeus que por essas terras passaram. A mídia como parte fundamental desse processo formador de opinião e produtor de sentidos consolida, na prática, estereótipos e preconceitos criados a partir de uma visão que não privilegia o olhar local, ou quando o faz é de tal forma que apresenta um raso espaço de participação dos amazônidas. Nesse sentido, e avaliando o poder e responsabilidade que tem o jornalismo, por exemplo, é imprescindível que se faça uma leitura crítica da Comunicação que é desenvolvida no contexto amazônico.

Quando discutimos jornalismo ainda, nocivamente, partimos da lógica capitalista industrial. É necessário refletir que o modelo de mercado jornalístico pautado nos grandes veículos de comunicação tem atravessado uma crise, levando ao debate sobre novas formas de fazer jornalismo, formas que não as que estão postas. O “alternativo” surge, então, com suas novas possibilidades, sobretudo com a Internet. Ao falarmos em Amazônia essa prática, que foge do discurso hegemônico colocado, pode ser observada no trabalho desenvolvido por Lúcio Flávio Pinto, no Pará.

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A mídia tradicional e o seu momento Geni

Por Allan Gomes, Jéssica Botelho e Drielly Canavarro, do Lab F5

Foto: Anonymous Rio

Quando as primeiras manifestações que tomaram o país a partir de junho de 2013, as palavras de ordem e os gritos de protesto - “Não é só por vinte centavos!” - não deixavam claro que o que estava em pauta eram questões mais profundas. Assim como não se via nenhuma conexão com aquele início de junho e as ondas de demissões nas redações de jornais que vinham ocorrendo desde abril, no entanto quanto maiores ficavam as mobilizações e mais conservadoras se mostravam as coberturas, maior foi ficando a hostilização da mídia nas ruas.

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Manifestações: Direito à liberdade ou repressão de ideologias?

Por João Luiz, Líbia de Paula e Stephen Ngari, do Lab F5

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O Estado para coibir a evolução das manifestações agiu com violência, amparado, sobretudo, pelo discurso de grandes veículos de comunicação do país, como as Organizações Globo, que de acordo com o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Paulo Vannuchi em sua coluna para a Rede Brasil Atual (RBA) afirmavam estar correto o uso de ações repressivas, utilizando de termos como “vândalos” e “baderneiros” para designar os populares.

Ainda de acordo com Paulo Vannuchi, nos primeiros quatro dias de manifestações, a estratégia que tanto parte do Estado e a grande parte da mídia tradicional quiseram passar para a população foi que os manifestantes não estavam interessados em promover a democracia, o que caracterizou como uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais.

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Jornalismo cidadão: porque a pirâmide invertida não é mais o suficiente

Práticas do jornalismo cidadão em rede fomentam cada vez mais reflexões sobre a participação do público e o papel do jornalista nesta nova modalidade

Por Anna Batista, Gabriel Oliveira, Jéssica Amorim e Oswaldo Neto, do LabF5

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A essa altura, já parece clichê falar de junho de 2013, o mês que marcou o Brasil com uma profusão de manifestações país afora. Mas o fato é que, embora não seja o caso de se discutir aqui a eficácia ou não dos protestos (outros já fizeram isso neste mesmo espaço), um dos vários efeitos de toda essa movimentação foi uma intensa participação nas redes sociais. Qualquer que fosse o lugar ou o horário, era possível saber, através da web, o que acontecia nos protestos de todo o país. Fato semelhante já havia ocorrido em outros lugares, claro, como bem pôde se ver no caso da Primavera Árabe, o movimento que se fortaleceu através da rede ainda em 2011. Isto porque a população, em ambos os casos, decidiu assumir a função de disseminar suas versões e verdades sobre fatos que considerava importantes, ao contrário de se informar apenas pela cobertura da grande mídia.

Essa é a notícia que se faz junto, que tem fontes em qualquer lugar, em qualquer momento e que se sobrepõe a um modelo específico e cristalizado de se fazer jornalismo. É a isso que chamamos de jornalismo participativo, colaborativo e cidadão, nova modalidade que é feita e veiculada pelo público em diversas mídias, principalmente na internet.

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A solução dos problemas da internet será o Marco Civil?

Por Juan M. Costa, Polyandra Batista, Ana Carla Lima, Diego Cativo e Camila Leonel, do Lab F5

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Elaborado em 2011, o Marco Civil da Internet é um projeto de lei que prevê fixar direitos e deveres quanto ao uso da Internet no Brasil por usuários, prestadores de serviços e provedores de conexão.

Projeto de Lei na íntegra 

Liberdade. Essa a palavra que define o Marco Civil da Internet para o Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto. Em entrevista veiculada pelo Portal G1, o ministro diz que “a Internet nasceu e se desenvolveu sob a liberdade. Não podemos tolir a Internet do que lhe é mais peculiar, onde ela é mais genuína, a liberdade”.  Mas afinal, o que é esse Marco Civil?

Elaborado em 2011 e apresentado pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ) com colaboração do CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil) o Marco Civil da Internet é um projeto de lei que prevê fixar direitos e deveres quanto ao uso da Internet no Brasil por usuários, prestadores de serviços e provedores de conexão, e também o papel do Poder Público em relação a esse assunto.  Atualmente, ele tramita na Câmara dos Deputados sob o número PL 5403/2001.

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O Gigante acordou para mudar o quê?

 Por Kamilla Queiroz, Karine Guerreiro, Lívia Anselmo e Luana Prestes, do LabF5

            O Brasil presenciou em junho deste ano um cenário que há muito não se via no país. Jovens tomaram as ruas em forma de protesto, gritando palavras de ordem e reivindicando mudanças às mazelas do país. R$0,20 a mais na tarifa de ônibus, fim da corrupção, salários melhores para os professores, fim da impunidade, veto da PEC 37. O gigante havia acordado.

            O movimento, tão expressivo quanto repentino, tomou de surpresa o cenário político brasileiro antes tão acomodado. Agora a “revoltazinha” havia se tornado o grito de um país inteiro e era preciso reagir.

            De imediato, os preços do ônibus reduziram em diversas cidades. Mas não era o suficiente, era preciso também trazer os deputados de voltas das férias para votar urgentemente a PEC 37. Nas ruas, foi apelidada de PEC da Impunidade, pois limitaria os poderes de investigação criminal a polícias federais e civis, tirando-o de, entre outras organizações, o Ministério Público. Não dava mais para empurrar com a barriga.

            No dia 25 de junho de 2013 a Proposta de Emenda Constitucional 37/2011 foi posta em votação, acompanhada por manifestantes presentes na câmara e milhares de brasileiros que assistiam, talvez pela primeira vez na vida, a TV Câmara aquela noite. A PEC foi rejeitada com 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.

            A situação pouco comum a grande parte da geração que estava nas ruas era animadora. As vozes nas ruas se faziam ouvir e a queda da PEC 37 foi considerada vitória do povo. Por outro lado, havia tanto mais em pauta que mal se sabia por onde começar.

            75% dos royalties do petróleo foram destinados a educação e 25% para a saúde, a corrupção foi considerada crime hediondo em votação no Senado no dia 26 de junho, o passe livre foi prometido pelo presidente do Congresso Nacional e o governo acatou a vontade popular de uma reforma política.  

           

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Deep Web: o lado desconhecido da rede

Por Oswaldo Neto, do LabF5

Na decorrer da disciplina de Webjornalismo, discussões acerca da criação da web, assim como as possibilidades do jornalismo produzido para esta área foram fundamentais para levantarmos importantes questionamentos: afinal, como exercer a atividade jornalística no âmbito da internet? Nos deparamos várias vezes com a necessidade de, primeiramente, aprimorarmos nossos conhecimentos sobre a própria rede e os recursos que ela nos oferece.

Por isso, o post de hoje surge com uma curiosidade, descoberta em meio a essa busca por entender a rede: ao contrário do que se pensa, a internet não é somente o que se vê por aí. Há quem diga que a rede não é composta apenas por uma camada. Entre os diversos acessórios encontrados, estão buscadores como Google, Bing, Asf.fm; entretanto, o que não é mostrado nessas ferramentas conhecidas como crawlers (motores de busca), torna-se conteúdo predominante da Deep Web, ou “Web Profunda”.

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O jornalismo pós-industrial: inovação e apropriação das novas tecnologias

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Por Luana Prestes, do Lab F5 

Smartphone, Wi-Fi, 3G, 4G, ou sabe-se lá quantos mais “G’s” ainda estão por vir. Tudo isso faz parte do ecossistema do jornalismo pós-industrial. Todas essas ferramentas permitem que a circulação da informação seja cada vez mais rápida e possibilite a interação de qualquer pessoa que esteja em rede.

O jornalismo ultrapassou as barreiras da redação e, segundo relatório de pesquisa da Escola de Jornalismo da Universidade Columbia (EUA) sobre o jornalismo pós-industrial, lançado em 2012, esse cenário traz também novas possibilidades.

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Jornalistas devem ser jornalistas e empreendedores

Por Cleyton Carlos Torres, no Observatório da Imprensa 

Não é novidade que estamos acostumados a lidar com a ideia de que ao deixarmos as cadeiras da Universidade vamos cair de paraquedas dentro das grandes redações de nossas cidades. No início, era assim e hoje, infelizmente, esse ainda é o pensamento dos futuros profissionais.

O desafio é, principalmente, das universidades que não devem se conformar em qualificar apenas  a mão de obra, mas também estimular e mostrar as possibilidades de ser um empreendedor.  A iniciativa deve partir também por parte dos acadêmicos, é claro. Mas, afinal, como isso funciona no ramo do jornalismo?

A seguir, o texto de Cleyton Carlos Torres faz uma reflexão sobre o tema. Ainda que tenha sido publicado em há um ano, no Observatório da Imprensa, o tema é sempre bem vindo nas rodas de discussão:

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