Estudantes da Ufam promovem debate sobre as transformações no jornalismo na era digital

A atividade reunirá jornalistas e representantes do Mídia Ninja, da Amazônia Real e da Uplink e se realizará por meio de conversa compartilhada em vídeo na internet

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As novas formas de produção e distribuição da notícia e os novos modelos de negócio da atividade jornalística com o avanço das tecnologias digitais estarão no centro do debate que será realizado nesta quinta-feira (11), a partir das 10h (horário local), por estudantes de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A atividade ocorrerá no próprio ambiente digital, por meio de conversa em vídeo na internet baseada na ferramenta Hangout, do Google, com acesso compartilhado pelo Youtube.

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Amazônia Real: jornalismo especializado e independente

Por Andriella Evelyn, Joana Rebouças, Marcela Leiros e Synde Libório, do Lab F5

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Há pouco menos de um ano na web, a agência de notícias independente Amazônia Real já ascende como referência em termos de jornalismo especializado no mundo. O site surgiu da necessidade das jornalistas Kátia Brasil, Elaíze Farias e Liége Albuquerque de produzir um veículo online independente pautado nas questões da região amazônica, de seu povo, de sua sustentabilidade e diversidade. Além de tratar de temas envolvendo economia, política, questões climáticas e assuntos que consideram relevantes.

Em junho de 2013, o Brasil ficou marcado na história por uma série de mobilizações que se espalharam pelo país. Milhares de jovens ocuparam as ruas protestando contra o aumento da tarifa do transporte público. Após uma forte repressão policial, o movimento teve adesão e apoio de grande parte da população que já estava insatisfeita com a falta de investimentos em setores básicos, como saúde e educação, assim como estava cansada de tanta corrupção. 

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Financiamento coletivo: um degrau para o jornalismo independente

Por Daniella Lima, Jessica Tammi, Romulo Sousa e Victor Costa

“Crowdfunding”, traduzido para o português como “financiamento coletivo” ou, no mais popular “vaquinha digital”, é o financiamento de uma iniciativa a partir da colaboração de um grupo (pode ser pequeno ou muito grande) de pessoas que aportam recursos financeiros para a realização de projetos. Em 2006, começaram a se popularizar as iniciativas do financiamento coletivo. Desde então, centenas de websites em diversos países começaram a oferecer os serviços, que demonstraram grandes resultados para grupos que promovem suas iniciativas de maneira independente.

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Mídia NINJA e o avanço do jornalismo independente no Brasil

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Por Indiara Bessa, Jamile Alves, Mariah Brandt e Mistyla Andrews

Era junho de 2013, e as ruas das principais cidades do Brasil estavam tomadas por jovens que nutriam um sentimento de insatisfação e indignação contra as instituições públicas e a imprensa tradicional. Inicialmente, os grandes conglomerados midiáticos faziam uma cobertura tímida dos protestos, enquanto que através das mídias sociais, o movimento de junho de 2013 ganhava força e grande repercussão. Nesse contexto, grande parte da população usuária das redes sociais descobre em um “novo jornalismo” a possibilidade de se informar em tempo real e, de alguma forma, se envolver com os fatos.

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Grupo RBS e as transformações digitais: ‘mudar não é opcional’

Por Isaac de Paula, Thaise Rocha, Sharon Marques, Alexsandro Fleury e Priscila Rosas, do LabF5

Quando a RBS lançou seu primeiro portal na internet em 2000 deu-se início um ciclo que colocou o grupo de comunicação na vanguarda da comunicação brasileira. Presente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a empresa criada em 1957 mantém hoje a liderança nos mercados onde atua com um diferencial que a fez referência em todo o país: os investimentos no mercado digital. Mais do que garantir a manutenção do posto à frente da concorrência – o que lhe garante a maior fatia do mercado – o grupo quer crescer ainda mais. Para isso aposta na web e na busca contínua por soluções de inovação - nem sempre populares.

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Empresa oferece serviços de inovação em comunicação digital

Por Isaac Guerreiro, Rita de Cássia Nascimento e Suelen Rocha, do Lab F5

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Com pouco dinheiro e recém-formado no ensino médio em um colégio militar, aos 19 anos, Danilo Egle Barbosa só tinha uma ideia: “Estava predestinado a fazer algo que valesse a pena para a vida inteira”. O recifense resolveu montar seu próprio negócio em comunicação de forma quase autodidata. Serviços de produção audiovisual tornaram-se seu diferencial.

Foi no curso de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que Danilo resolveu executar seu primeiro upgrade em comunicação. Para ele, o profissional de RP deveria englobar em sua formação atividades de outras áreas. “Acreditava que um profissional de comunicação não podia ficar parado muito tempo em um canto, então comecei a buscar outros caminhos, adquirindo conhecimento também em outros cursos e outras disciplinas”, completa.

Desde então ele começou a investir em seu próprio negócio. Aos 32 anos, Danilo Egle é diretor executivo de uma empresa que oferece serviços de comunicação digital. A  Uplink Conteúdo Digital completa, em 2014, dois anos de existência na capital amazonense e inicia o pivotar para um novo ramo empreendedor: “tecnologia e inovação”.

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Atual escritório da UpLink Conteúdo Digital. (reprodução)

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Globalitarismo e sociedade em rede

Por Andriella Evelyn, Joana Rebouças, Marcela Leiros e Synde Libório, do LabF5

Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá é um documentário dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler que pretende abordar os aspectos da globalização sob o ponto de vista das classes oprimidas. O filme busca discutir as consequências do capitalismo voraz, voltando o olhar para aqueles que são mais prejudicados pelo processo, o que Milton Santos chamou de globalitarismo. É o geógrafo brasileiro que traça o fio condutor de toda a narrativa acerca das faces do mundo globalizado, com base em toda a sua obra, mas principalmente no livro “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal”.

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Conceitos diluídos e a luta contra o maniqueísmo

Por Alexsandro Fleury, Isaac de Paula, Priscila Rosas, Sharon Marques e Thaise Rocha

A era digital explicita a controvérsia de uma sociedade cada dia mais digitalmente próxima e, em simultâneo, completamente individualizada. Ligados em rede, em um processo de constante globalização, vê-se a diluição de fronteiras, significados e relações. Diferenças que sempre existiram hoje ganham novos contornos – ora mais evidentes, ora mais brandos – unidos no que Zygmunt Bauman chama, no documentário ‘Fronteiras do Pensamento – Diálogos com Zygmunt Bauman’, de “sociedade fragmentada”, que resulta também do impacto da tecnologia da informação. Fragmentos de grupos sociais, de episódios da vida, de projetos e de conceitos ideais.

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Com as relações transformadas, o autor do conceito de “modernidade líquida” destaca durante a entrevista a ambivalência da solidão em meio a uma multidão de solitários. Interligados por gadgets, o homem encontra-se separado pelo distanciamento físico e pelas transformações na interação entre os seres. Nas redes sociais, por exemplo, a segurança pagou o preço da liberdade, ao que eu destacaria a superexposição.

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Conceitos pós-modernos criados a partir da linguagem da Web

Por Bruce Andrade, Lucas Lima Carvalho, Paulo Ramos Marques e Rebeca Cardoso, do Lab F5

O mundo moderno chegou e com ele novos conceitos sociais foram sendo criados e passaram a moldar as relações humanas. As relações interpessoais tornaram-se um processo baseado na virtualidade. Ao mesmo tempo em que o ser humano procura manter vivo os conceitos reais de afetividade, ele cria alternativas para transpor isso de forma mais perene. Podemos constatar isso no documentário “Fronteiras do Pensamento – Diálogos com Zygmunt Bauman”, no qual o sociólogo polonês afirma que houve vários processos de fragmentação humana com o passar dos anos. 

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A democratização da rede digital e a crise existencial do Jornalismo

Por Isaac Guerreiro, Rita de Cássia e Suelen Rocha


Difundir conhecimento e transformar processos ideológicos passaram a ser alguns dos papeis do uso da Internet. Para que se compreenda como o cenário da internet se dá hoje, sendo o principal meio de difusão de ideologias e de interferência na estrutura social, é importante conhecer a obra ‘Sociedade em Rede’ do sociólogo espanhol Manuel Castells. Lançada nos anos de 2000 e 2006, esta última edição fruto de conferência promovida em Lisboa, ‘Sociedade em Rede’ aborda como as tecnologias, no impulso pelas pesquisas militares, foram amplamente utilizadas pelo setor financeiro, justamente em um momento de necessidade de reestruturação do capitalismo.

Criada na década de 1960 por tecnólogos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DARPA), a Internet tinha segundo Manuel Castells (2000, p. 44), “a intenção de impedir a tomada ou destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos soviéticos, em caso de guerra nuclear”. Ao longo de ‘Sociedade em Rede’, o autor salienta que ainda no século XX,  a internet passa a conectar um site a outro hipertextualmente, construindo o conceito que temos hoje de Redes Digitais. Estamos interligados em redes e a internet é o mecanismo pelo qual o sujeito deflagra defeitos, críticas, experiências, adquire domínio científico e tecnológico e elabora uma nova sociedade.

E nessa perspectiva, as redes sociais, como Twitter e Facebook, e os computadores interligados formaram a sociedade em rede dos movimentos sociais em rede. Demonstraram o intenso papel da internet em 2013 para a realização das manifestações ocorridas no país, o movimento partiu da internet e ganhou as ruas brasileiras. Como exemplo para discutir o processo de movimento em rede abordado por Castells, no vídeo do programa Roda Viva da TV Cultura, é perceptível através da entrevista com o jornalista Bruno Torturra e com o produtor cultural Pablo Capilé, esta nova forma de usar a rede digital para promover reflexão e construir uma sociedade democrática.

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Bruno Torturra (à dir.) e Pablo Capilé (de camiseta preta) participando do debate no programa Roda Viva da TV Cultura.

Disposta e pertencente a um Estado democrático, a sociedade seria de fato democrática? “Asociedade nada mais é que apenas o ensaio do que seria a humanidade”, essa declaração é dada por Milton Santos, durante o vídeo Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá (SANTOS, 2001). O geógrafo traça na entrevista como a mídia conduz a desinformação e manipulação de ideias em face de um processo de globalização que ainda deixa à margem povos da sociedade. De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, é assegurado “o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos”. Mas, o que se verifica atualmente é a má distribuição desses direitos à grande massa da população do país, deixando a margem uma parcela de pessoas sem qualidade de vida e usufruto da globalização. De fato, a globalização produz muito mais do que destina. Como assegurar a compreensão de processos políticos, tecnológicos, científicos e educacionais por essa população desglobalizada? Hoje, a internet é um dos mecanismos para conscientização e criação de novos sujeitos participantes destes processos.

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