Jornalismo e tecnologias móveis

        O e-book Jornalismo e tecnologia móveis é basicamente uma coletânea de artigos organizados por Suzana Barbosa e Luciana Mielniczuk. Ele expõe um panorama do Jornalismo nestes tempos de convergência e tecnologia.

          É temática de todos os textos ali reunidos a miniaturização que possibilita a portabilidade e o acesso às informações de maneira imediata, literalmente na palma da mão. Os smartphones podem ser transportados no bolso, porém o tamanho reduzido de suas telas impõem limites ao material jornalístico veiculado. Cumprindo eficientemente seu papel para alertas noticiosos e fluxos contínuos e rápidos de informação. Um exemplo disso é o fato de que através dos smartphones são mais comuns checagens rápidas de e-mails associadas a respostas curtas. Usuários de tablets assistem muito mais vídeos do que usuários de celulares, por uma questão de miniaturização aliada a benefícios ergonômicos.

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Globalitarismo e sociedade em rede

ENCONTRO com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá. Direção: Silvio Tendler. Duração: 90 min. Produção: Caliban, 2006.

        Resenhado por: Andriella Evelyn, Joana Rebouças, Marcela Leiros e Synde Libório.

Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá, é um documentário dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, que pretende abordar os aspectos da globalização sob o ponto de vista das classes oprimidas. O filme busca discutir as consequências do capitalismo voraz, voltando o olhar para aqueles que são mais prejudicados pelo processo, o que Milton Santos chamou de globalitarismo. É o geógrafo brasileiro Milton Santos, inclusive, que vai traçar o fio condutor de toda a narrativa apresentando com base em toda a sua obra, mas principalmente no livro “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal”, as faces do mundo globalizado.

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Conceitos diluídos e a luta contra o maniqueísmo

Por Alexsandro Fleury, Isaac de Paula, Priscila Rosas, Sharon Marques e Thaise Rocha

A era digital explicita a controvérsia de uma sociedade cada dia mais digitalmente próxima e, em simultâneo, completamente individualizada. Ligados em rede, em um processo de constante globalização, vê-se a diluição de fronteiras, significados e relações. Diferenças que sempre existiram hoje ganham novos contornos – ora mais evidentes, ora mais brandos – unidos no que Zygmunt Bauman chama, no documentário ‘Fronteiras do Pensamento – Diálogos com Zygmunt Bauman’, de “sociedade fragmentada”, que resulta também do impacto da tecnologia da informação. Fragmentos de grupos sociais, de episódios da vida, de projetos e de conceitos ideais.

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Com as relações transformadas, o autor do conceito de “modernidade líquida” destaca durante a entrevista a ambivalência da solidão em meio a uma multidão de solitários. Interligados por gadgets, o homem encontra-se separado pelo distanciamento físico e pelas transformações na interação entre os seres. Nas redes sociais, por exemplo, a segurança pagou o preço da liberdade, ao que eu destacaria a superexposição.

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Conceitos pós-modernos criados a partir da linguagem da Web

Por Bruce Andrade, Lucas Lima Carvalho, Paulo Ramos Marques e Rebeca Cardoso, do Lab F5

O mundo moderno chegou e com ele novos conceitos sociais foram sendo criados e passaram a moldar as relações humanas. As relações interpessoais tornaram-se um processo baseado na virtualidade, ao mesmo tempo em que o ser humano procura manter vivo os conceitos reais de afetividade, ele cria alternativas para poder transpor isso de forma mais perene. Podemos constatar isso no documentário “Fronteiras do Pensamento – Diálogos com Zygmunt Bauman”, onde o sociólogo polonês afirma que houve vários processos de fragmentação humana com o passar dos anos. 

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A democratização da rede digital e a crise existencial do Jornalismo

Por Isaac Guerreiro, Rita de Cássia e Suelen Rocha


Difundir conhecimento e transformar processos ideológicos passaram a ser alguns dos papeis do uso da Internet. Para que se compreenda como o cenário da internet se dá hoje, sendo o principal meio de difusão de ideologias e de interferência na estrutura social, é importante conhecer a obra ‘Sociedade em Rede’ do sociólogo espanhol Manuel Castells. Lançada nos anos de 2000 e 2006, esta última edição fruto de conferência promovida em Lisboa, ‘Sociedade em Rede’ aborda como as tecnologias, no impulso pelas pesquisas militares, foram amplamente utilizadas pelo setor financeiro, justamente em um momento de necessidade de reestruturação do capitalismo.

Criada na década de 1960 por tecnólogos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DARPA), a Internet tinha segundo Manuel Castells (2000, p. 44), “a intenção de impedir a tomada ou destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos soviéticos, em caso de guerra nuclear”. Ao longo de ‘Sociedade em Rede’, o autor salienta que ainda no século XX,  a internet passa a conectar um site a outro hipertextualmente, construindo o conceito que temos hoje de Redes Digitais. Estamos interligados em redes e a internet é o mecanismo pelo qual o sujeito deflagra defeitos, críticas, experiências, adquire domínio científico e tecnológico e elabora uma nova sociedade.

E nessa perspectiva, as redes sociais, como Twitter e Facebook, e os computadores interligados formaram a sociedade em rede dos movimentos sociais em rede. Demonstraram o intenso papel da internet em 2013 para a realização das manifestações ocorridas no país, o movimento partiu da internet e ganhou as ruas brasileiras. Como exemplo para discutir o processo de movimento em rede abordado por Castells, no vídeo do programa Roda Viva da TV Cultura, é perceptível através da entrevista com o jornalista Bruno Torturra e com o produtor cultural Pablo Capilé, esta nova forma de usar a rede digital para promover reflexão e construir uma sociedade democrática.

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Bruno Torturra (à dir.) e Pablo Capilé (de camiseta preta) participando do debate no programa Roda Viva da TV Cultura.

Disposta e pertencente a um Estado democrático, a sociedade seria de fato democrática? “Asociedade nada mais é que apenas o ensaio do que seria a humanidade”, essa declaração é dada por Milton Santos, durante o vídeo Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá (SANTOS, 2001). O geógrafo traça na entrevista como a mídia conduz a desinformação e manipulação de ideias em face de um processo de globalização que ainda deixa à margem povos da sociedade. De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, é assegurado “o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos”. Mas, o que se verifica atualmente é a má distribuição desses direitos à grande massa da população do país, deixando a margem uma parcela de pessoas sem qualidade de vida e usufruto da globalização. De fato, a globalização produz muito mais do que destina. Como assegurar a compreensão de processos políticos, tecnológicos, científicos e educacionais por essa população desglobalizada? Hoje, a internet é um dos mecanismos para conscientização e criação de novos sujeitos participantes destes processos.

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A Globalização como reprodução do Globalitarismo

Por Anilton Junior, Daniella de Lima, Noelle Cabral e Thiago Fernando, do Lab F5.

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Resenha do vídeo: “Globalização Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá”. Direção: Silvio Tendler. Duração: 90 min. Produção: Caliban, 2006.

Desde os primórdios, as pessoas se reúnem em grupos pequenos para buscarem alimentos e se protegerem de predadores. O vídeo “Globalização Milton Santos- O mundo global visto do lado de cá”  cita exemplos de como aos poucos, esses bandos foram crescendo e, com isso, surgiu a ideia de sociedade.

Para organizar e determinar os passos que seriam tomados, instituíram os primeiros líderes. Essas organizações começaram a se desenvolver formando as primeiras civilizações. Assim, transformaram-se em nações e mais tarde, países. Chegando ao ponto de não ter mais para a onde crescer, os países mais ricos começaram a migrar para outras regiões do planeta para expandir seus domínios, aumentar suas riquezas e sustentar sua população. Sem se preocupar em manter viva a cultura dos povos que foram colonizados, esse processo é chamado de primeira globalização.

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Resenha: “Fronteiras do Conhecimento”, de Zygmunt Bauman

Por Victor Costa, Jéssica Tammi, Romulo Sousa e Daniella Lima, do LabF5

Polonês refugiado na Rússia, iniciou e concluiu seus estudos em sociologia, sendo depois professor em diversos outros países da América e Europa, Zygmunt Bauman é bastante conhecido por suas análises sobre a modernidade e holocausto, pós-modernidade consumista e modernidade líquida.

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Sobre Comunicação, alternativas e desenvolvimento na Amazônia

Por Jéssica Botelho, do Lab F5

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Em se tratando de Amazônia o discurso comunicacional atual ainda é impregnado do imaginário dos primeiros viajantes europeus que por essas terras passaram. A mídia como parte fundamental desse processo formador de opinião e produtor de sentidos consolida, na prática, estereótipos e preconceitos criados a partir de uma visão que não privilegia o olhar local, ou quando o faz é de tal forma que apresenta um raso espaço de participação dos amazônidas. Nesse sentido, e avaliando o poder e responsabilidade que tem o jornalismo, por exemplo, é imprescindível que se faça uma leitura crítica da Comunicação que é desenvolvida no contexto amazônico.

Quando discutimos jornalismo ainda, nocivamente, partimos da lógica capitalista industrial. É necessário refletir que o modelo de mercado jornalístico pautado nos grandes veículos de comunicação tem atravessado uma crise, levando ao debate sobre novas formas de fazer jornalismo, formas que não as que estão postas. O “alternativo” surge, então, com suas novas possibilidades, sobretudo com a Internet. Ao falarmos em Amazônia essa prática, que foge do discurso hegemônico colocado, pode ser observada no trabalho desenvolvido por Lúcio Flávio Pinto, no Pará.

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A mídia tradicional e o seu momento Geni

Por Allan Gomes, Jéssica Botelho e Drielly Canavarro, do Lab F5

Foto: Anonymous Rio

Quando as primeiras manifestações que tomaram o país a partir de junho de 2013, as palavras de ordem e os gritos de protesto - “Não é só por vinte centavos!” - não deixavam claro que o que estava em pauta eram questões mais profundas. Assim como não se via nenhuma conexão com aquele início de junho e as ondas de demissões nas redações de jornais que vinham ocorrendo desde abril, no entanto quanto maiores ficavam as mobilizações e mais conservadoras se mostravam as coberturas, maior foi ficando a hostilização da mídia nas ruas.

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